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sábado, 11 de fevereiro de 2012

Como funciona nosso corpo: a respiração


Bem, já entendemos que para pararmos em pé precisamos alimentar nossas células através do processo de digestão. No entanto, para que as nossas células possam transformar aquelas pequenas partículas de alimentos em energia para o trabalho do dia-a-dia elas precisam do oxigênio.

A forma que nosso corpo consegue captar o oxigênio do ar e entregá-lo às células é através da respiração. Sim! É para isso que respiramos sem parar! São quase 25 mil respirações por dia.

Sem energia nossas células não funcionam e, consequentemente nada no nosso corpo funciona: não pensamos, não andamos, não sentimos, nada. Acho que assim fica claro para todos a importância de respirarmos um ar de qualidade e de ingerirmos alimentos de qualidade.

Se você for se informar sobre a respiração em textos técnicos médicos possivelmente vai se cansar por conta da quantidade de gráficos, cálculos de pressão, volume, etc. Por isso vou me esforçar para explicar aqui o que é relevante para o entendimento e de forma bem simplificada.
Tudo acontece no sistema respiratório.



Esquema mostrando as estruturas do sistema respiratório
Ele começa no nariz, passa ela garganta (faringe), depois laringe, inclui a traquéia, os brônquios e suas ramificações até chegar nos pulmões (sim, temos dois, um direito e um esquerdo). E para que esse sistema funcione como um bom aspirador de ar temos a caixa torácica e o músculo diafragma.

A caixa torácica é composta pelos ossinhos das costelas e pelos músculos entre eles. Os ossinhos formam uma verdadeira grade que protege essa parte tão importante do corpo, que contém os pulmões, o coração e vasos sanguíneos vitais. Os músculos entre os ossinhos trabalham (se contraindo e se distendendo) para movimentar essa "grade" quando enchemos o peito de ar ou o esvaziamos.

O diafragma é um músculo que fica logo abaixo dos pulmões, separando a caixa torácica da barriga. Ele é fundamental para a respiração pois é devido seu movimento que sugamos o ar do ambiente. Funciona assim:
  • se o diafragma se contrai, ele se move para baixo, em direção à barriga; os pulmões o acompanham, ficando maiores em volume (consequentemente com uma pressão menos) e "sugando" o ar do ambiente. Quando o ar entra chamamos de inspiração.
  • Se o diafragma se relaxa, ele volta para cima, contrai os pulmões e expulsa o ar novamente para fora. Essa é a expiração.

Esquema que mostra como puxamos e expelimos o ar conforme o movimento do músculo diafragma
Quando o ar é sugado para dentro, é normal que ele entre pelas narinas (os buraquinhos do nariz). O nariz foi cuidadosamente projetado para receber esse ar direto do ambiente. Ele possui estruturas internas cheias de vasos sanguíneos que passam parte do calor do nosso corpo ao ar que entra para que ele não resfrie tanto nossos pulmões. Além disso, o nariz e a parte inicial do tubo respiratório possui muco e cílios que filtram as impurezas para que essas não entrem em nós:
  • o muco é uma secreção gosmenta, que contém substâncias de defesa contra microorganismos invasores, onde a pequena sujeira do ar se gruda  (agora você já sabe de quê as caquinhas, ou "catotas" são feitas!) para ser expelida ou engolida.
  • os cílios seguram partículas grandes, como uma teia de aranha, uma rede. Eles também fazem um movimento de "varrer", varrendo o muco para a região da garganta onde pode ser finalmente expelido junto com toda a sujeira.
Algumas pessoas que têm importantes desvios de septo ou adenóides grandes têm dificuldades de respirar pelo nariz e acabam respirando pela boca. Com isso elas perdem esse primeiro filtro de ar e acabam por inspirar ar com mais impurezas.
Respiração bucal
Os fumantes também acabam por perder essa primeira defesa, pois o fumante acaba por perder esses cílios, inspirando ar com ainda mais impurezas e formando o pigarro, pois o muco não é varrido para a garganta para ser expelido naturalmente.

Então, o nariz aquece, umedece e limpa o ar inspirado. A partir daí esse ar é levado através da garganta (chamamos de faringe) para a laringe. Na laringe existe uma válvula, chamada de epiglote, que separa - a partir de agora - o tubo destinado à digestão (lembra do esôfago?) do tubo destinado à respiração. A epiglote direciona o ar para o tubo respiratório, onde ficam as cordas (chamadas corretamente de pregas) vocais e seguindo para a traquéia. Quando engasgamos, algo que era para ir para o tubo digestivo entra pelo o tubo errado, obstruindo a respiração.

A traquéia é um tubo de músculo (também com cílios) revestido por anéis de cartilagem (para que possa permanecer em formato de tubo) que se divide em 2 brônquios, direcionando o ar para o pulmão direito e esquerdo. Ela se inicia ainda na região do pescoço e logo se protege no interior da fortaleza torácica.

Os brônquios, por sua vez, vão perdendo os anéis de cartilagem, se ramificam em tubos cada vez menores e suas paredes vão se tornando ainda mais finas. Assim como galhos de uma árvore, as ramificações dos brônquios (bronquíolos) acabam por cobrir toda a extensão dos pulmões terminando em estruturas muito finas chamadas de alvéolos.

Os alvéolos são os pequenos "saquinhos" de ar que compõem o pulmão. Suas paredes são finas e sempre em contato com algum vaso sanguíneo. Isso faz com que o oxigênio que inspiramos possa "atravessar" essa parede e seguir através do sangue (nossas rodovias) para todas as células que precisam dele. O processo de transporte através do sangue será melhor explicado na postagem sobre a circulação.


Quando nossa célula usa o oxigênio para transformar o alimento em energia, esse processo gera como resíduo o gás carbônico e água. Esses resíduos são devolvidos ao sangue e voltam pelas estradas aos mesmos alvéolos, atravessam suas paredes e são finalmente misturados ao ar do ambiente com a expiração. Por isso que quando respiramos próximo ao espelho ele embaça rapidamente: eliminamos água!
Respiração celular: consome nutrientes e oxigênio e elimina gás carbônico e água
Veja tudo isso com imagens incríveis nos vídeos sugeridos:

O sistema respiratório I
O sistema respiratório II
O sistema respiratório III








quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Como funciona nosso corpo: a digestão


Saco vazio não para em pé. Todo mundo já ouviu isso um dia. E como somos um saco de células (ãhn?), precisamos dar à elas o que comer. Os alimentos que ingerimos dão às nossas células os nutrientes necessários para que elas tenham energia para trabalhar. Só assim poderemos parar em pé.

Basicamente, tudo o que comemos é composto de carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais. E cada pedaço de comida tem que ser dividido em pequenos pedaços para poderem ser absorvidos pelo organismo. É por isso que levamos horas para fazer a digestão.



O nosso sistema digestivo - que hoje é chamado de sistema digestório - nada mais é do que um grande tubo que atravessa nosso corpo, começando na boca e terminando no ânus. Esse tubo é obviamente também formado por inúmeras células especializadas. Para cada local do tubo digestivo há uma especialidade diferente de célula, responsável pelas diferentes funções necessárias para a digestão, como processamento dos alimentos, transporte, absorção de nutrientes, até a excreção do que não presta.



Além desse tubo, para uma boa digestão é necessário que os alimentos sejam processados por substâncias químicas para que sejam melhor absorvidos. Essas substâncias são produzidas em órgãos do nosso corpo que podem ser chamados de glândulas anexas do sistema digestório. São eles: glândulas salivares, fígado e pâncreas.

Mas... Como funciona tudo isso??


Tudo começa antes mesmo de o garfo chegar na boca.

Por que vocês acham que dizemos que um prato de comida bem elaborado abre o apetite? Por que vocês acham que dizemos que aquele cheirinho bom de comida nos dá água na boca? Porque é verdade!

Quando vemos - ou só imaginamos - um prato de comida bonito e colorido ou quando sentimos o cheiro da comida à nossa frente nossas glândulas salivares começam a funcionar e preparar nossa boca para receber o alimento.

Acho que deu pra perceber que as glândulas salivares produzem a famosa saliva, que é jogada diretamente na nossa boca. A saliva é importante porque ela contém uma substância (a amilase) que ajuda a processar os alimentos formados de carboidratos (os amidos e os açúcares). Mais da metade dos carboidratos que ingerimos já são quebrados pela amilase. Então, quando mandamos aquela garfada pra dentro e mastigamos, o alimento vai sendo triturado e misturado com a saliva, que já começa a digerir os carboidratos além de umedecer aquele "bolo" para podermos engolir. Veja a importância da sua mastigação sem pressa!





Quando engolimos, o bolo alimentar é transportado até o estômago através do esôfago. O esôfago é como se fosse um corredor que liga dois cômodos: a boca e o estômago. Mas, além de dar passagem ao alimento, ele também dá uma mãozinha para a comida se locomover e não entalar. A parede do esôfago é formada por músculos que vão se movendo de forma rítmica e empurrando a comida para o estômago. São os movimentos peristálticos, ou peristaltismo. Normalmente nós não sentimos esses movimentos.

Esquema mostrando os movimentos peristálticos no esôfago

No estômago, como em um liquidificador, o alimento será movimentado e misturado com ácido e outras substâncias químicas para que continue sendo digerido. Uma dessas substâncias é chamada pepsina e serve para digerir as proteínas.

O meio ácido é importante pois algumas substâncias que auxiliam na digestão só funcionam em meio à acidez. A parede do estômago é preparada para suportar essa quantidade fisiológica (normal) de ácido sem ser machucada. Mas a parede do esôfago, não. Por isso, entre o esôfago e o estômago existe uma válvula que garante que o alimento que caiu no estômago não suba de volta para o esôfago, trazendo o ácido junto. Quando há algum defeito nessa válvula ocorre o refluxo gastro-esofágico.

Esquema mostrando a válvula entre o esôfago e o estômago

Uma outra válvula, no final do estômago, regula quando esse alimento já está pronto para seguir em frente. Ao sair desse grande liquidificador que é o estômago, a nossa comida já se transformou em um líquido espesso (chamado agora de quimo) e grande parte dos carboidratos e proteínas já estão quebrados em moléculas menores, prontas para serem absorvidas pelas nossas células.

A absorção desses pequenos nutrientes, assim como o processamento das gorduras, acontecerá nessa próxima etapa: no intestino delgado.



Na primeira parte do intestino delgado, no duodeno, o quimo recebe substâncias vindas do fígado e do pâncreas para ajudar no processamento.

O fígado produz a também famosa bile, que divide a gordura em pequenas gotas, para facilitar o seu processamento. A bile é armazenada na vesícula biliar . Vejam: a vesícula é apenas um depósito para a bile extra! Sendo assim, quem teve a vesícula biliar removida continua a produzir a bile (no fígado, como todos nós!!), só que deve evitar comer muita gordura pois não terá mais o reservatório extra de bile. Entendido?

O pâncreas produz substâncias que ajudam a digerir as proteínas, gorduras e carboidratos. Ele também faz uma substância que neutraliza o ácido do estômago, para que o quimo possa seguir em frente sem machucar a parede do intestino.

A parede do intestino delgado contém inúmeras células cuja especialidade é absorver esses pequenos nutrientes processados. Essas células encaminham os nutrientes absorvidos para os vasos sanguíneos, que são as estradas do nosso corpo e transportam os nutrientes para todas as células, até as mais distantes. Parte desses nutrientes absorvidos são levado diretamente ao fígado para serem transformados em outras substâncias importantes para o corpo ou então estocados.

Esquema mostrando a parede do intestino delgado, com suas microscópicas dobrinhas, revestidas por células especializadas em absorção, que encminham os nutrientes aos vasos sanguíneos


Do intestino delgado, tudo o que não foi absorvido, mais a água (lembrem, nós também tomamos água!), viajam para o intestino grosso. Nessa transição de intestinos também existe mais uma válvula que impede que o quimo faça o caminho de volta. Nessa fase, o trabalho de absorver os nutrientes está quase terminado. Algumas bactérias amigas que moram na parede desse intestino ajudam a finalizar esse serviço.

A principal função do intestino grosso é absorver a água, nos hidratando. Feito isso, tudo o que tinha de bom em nosso prato de comida já foi processado e absorvido. Concluímos então que, a esse ponto, o que sobrou de tudo que ingerimos não terá utilidade para o nosso organismo e poderá ser eliminado. Está formado o cocô.

Essas excretas (o cocô) são então armazenadas no reto, que fica no final do intestino grosso, e podem ser eliminadas pelo ânus, a outra ponta do tubo digestivo.



Vários fatores podem atrapalhar a nossa digestão, desencadeando doenças nas diversas partes desse sistema. Falaremos dos problemas mais frequentes mais para frente (se tiver dúvida, envie perguntas através dos comentários).

Mas, de um modo geral, se conseguirmos manter uma alimentação balanceada (com carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e sais minerais), sem excessos, e ingerirmos bastante água, estaremos ajudando nosso processo digestivo e, consequentemente, adquirindo energia para nos mantermos em pé!

Regra básica para uma boa digestão: evite os excessos!


Vídeos sugeridos para visualizar tudo o que foi explicado aqui:

Sistema digestório I
Sistema digestório II
Sistema digestório III


quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Como funciona nosso corpo: a pele


A pele é nosso cartão de visitas. É a parte do corpo que primeiro vemos e sentimos ao conhecer alguém.
Pensando em nosso corpo como uma grande cidade, a pele seria uma fortaleza, aquela grande muralha protetora. Nos protege contra invasores externos, sejam eles microorganismos (germes), calor, frio, acidentes, produtos químicos etc.
Como ela faz parte do organismo que ela protege (ou seja, nós), ela também é feita de células. No entanto, para que possa executar tão bem a função de fortaleza, as suas células devem ser especializadas em funções protetoras e bem organizadas.
Basicamente a nossa pele é constituída de 2 setores, cada um com um tipo de função e, portanto, com células de especialidades diferentes.


Esquema da estrutura microscópica da pele, mostrando suas camadas


A linha de frente, a epiderme:
A epiderme é a parte mais externa da pele, aquela que vemos e tocamos. A espessura dessa camada varia de acordo com a região do corpo: por ela ter a função de proteger-nos de agentes externos, em áreas que temos mais atrito, como mãos e pés, ela é mais grossa.

A parte mais superficial da epiderme, a que está em contato com o meio ambiente, é composta por células achatadas, que produzem uma substância resistente e impermeável chamada queratina. Essas células, os queratinócitos, ficam muito perto umas das outras, como se estivessem de mãos dadas, bem apertadas, o que, juntamente com a ajuda da queratina, impede a perda de água ou a entrada de microorganismos e outros agentes.
Normalmente, a parte que tocamos da nossa pele contém uma última camada de queratinócitos mortos que se desgrudam ao passarmos a mão. Podemos dizer que boa parte da poeira que encontramos em nossa casa de deve à essas células mortas.
As células da epiderme levam mais ou menos 1 mês para se renovarem. Por isso cortes e arranhões superficiais se curam rapidamente e quase nunca deixam cicatrizes.
Entrando um pouco mais na epiderme, há uma camada de células que se reproduzem rapidamente para poder repor as camadas externas que vamos perdendo ao longo dos dias. Podemos encontrar também algumas células de defesa, que entram em ação caso venha a penetrar algum invasor e também os melanócitos, células que produzem uma substância muito famosa, a melanina.
A melanina é um pigmento marrom escuro que tem a função de absorver os raios ultravioletas (UV) vindos do sol. Os melanócitos são células com grandes prolongamentos, assim como um polvo, que vão distribuindo a melanina que produzem para as outras células da epiderme.

Esquema de um melanócito e da distribuição da melanina para a camada mais superficial da pele
O que difere uma pessoa de cor escura de uma pessoa de cor clara é somente a quantidade de melanina que é produzida. Nada mais.
Esquema que mostra a única diferença entre as pessoas de pele clara e de pele escura: a quantidade de melanina depositada nas células da pele.
A melanina então funciona como um escudo para proteger o núcleo da célula (onde fica o DNA, nossa carga genética) dos raios UV.
O câncer de pele, por exemplo, se inicia quando há alguma alteração nessa carga genética da célula, fazendo com que ela se multiplique de forma errada, causando o tumor. Os raios ultravioletas do sol têm capacidade de provocar essas alterações, por isso é tão importante se proteger deles.

A derme, por onde trocamos calor e sentimos os estímulos externos:
A derme é a camada mais interna da pele, formada por fibras e por grande quantidade de vasos sangüíneos e terminações nervosas.

Esquema que ilustra a diminuição de fibras
elásticas com o passar da idade, causando rugas
As fibras, juntamente com a água e outros elementos, dão sustentação à epiderme

 As duas principais fibras dessa camada são o colágeno e a elastina. Juntas, elas ajudam a pele a estirar (quando dobramos o cotovelo, por exemplo) e a se reposicionar. O colágeno é mais forte e mais difícil de ser estirado, responsável pela firmeza da pele. Já a elastina é elástica, como o nome diz.
Com o passar da idade - ou em fumantes - a elastina vai se deteriorando, o que diminui a elasticidade da pele e provoca o surgimento de rugas.
Os vasos sanguíneos são as estradas responsáveis por levar os nutrientes às células da pele. Além disso, quando o corpo precisa perder calor, como em caso de febre, esses vasos, que são os mais superficiais do corpo, se dilatam, deixando uma maior quantidade de sangue próxima do meio externo, de forma a transferir o calor para o ambiente. No frio ocorre o inverso: esses vasos se contraem expondo menos sangue à superfície e, portanto, guardando mais calor.
As terminações nervosas são ligações diretas com os nervos que levam ao cérebro os estímulos de dor, assim como percepções de tato. Através dessas terminações conseguimos saber quando alguém ou algo nos toca, nos machuca, se uma superfície é lisa ou áspera, se faz frio ou calor.

Abaixo da pele, a hipoderme
A hipoderme é uma camada que fica abaixo da derme. Ela não é oficialmente considerada parte da pele, mas merece ser falada.
Essa camada liga a pele às demais estruturas do nosso organismo, logo abaixo dela. É formada basicamente de gordura e, por isso, tem espessura variada, maior se a pessoa for gordinha e menor se magrinha.
Essa gordura abaixo da pele funciona como um amortecedor contra pancadas. Além disso, ela ajuda a manter a temperatura do corpo e claro, por ser gordura, funciona como um reservatório extra de energia, para épocas de crise.

A importância dos anexos
São consideradas estruturas da pele: pelos (e cabelos), unhas, glândulas sudoríparas e glândulas sebáceas.
Os pelos são estruturas que herdamos de nossos antepassados e que, no homem moderno, se localizam em regiões mais delicadas, para protegê-las.
Os pequenos pelos do nosso corpo são ligados a um pequenino músculo que, no frio, torna o pelo ereto, dando a aperência de "pele de galinha". Isso faz com que se acumulem bolhas de ar junto à pele, o que retarda as trocas de calor.
Ao lado de cada pelo, existe uma glândula sebácea, que produz o sebo, uma gordura com a função de lubrificar a pele, torná-la impermeável à água, além de diminuir o acúmulo de muitos microorganismos.
As glândulas sudoríparas produzem o suor, constituído basicamente de água e sais e tem a função de controlar a temperatura. Quando está muito quente, o suor é eliminado para a superfície da pele pois, quando essas pequenas gotas de suor são evaporadas no meio ambiente, elas levam com elas um pouco do calor do nosso corpo, nos refrescando.

Nosso suor não tem cheiro. O que dá aquele característico cheiro de "CC", ou "Cheiro de Corpo" é, na verdade, quando o suor carregado de algumas substâncias de regiôes específicas do corpo, como axilas, é metabolizado por bactérias que ficam na superfície da pele. O resultado desse metabolismo é que tem odor desagradável. Por isso não precisamos passar desodorante no corpo inteiro.
As unhas são formadas basicamente de queratina (aquela substância resistente e impermeável) e têm como função proteger as extremidades do corpo que têm mais propensão a serem traumatizadas.

Deu pra entender a importância da pele?
Então veja dicas importantes para cuidar bem dela.

Em primeiro lugar, ela deve sempre estar bem hidratada. E para isso não bastam os cremes hidratantes. Como vimos que ela é feita de várias camadas de células, ela precisa receber água "de dentro", ou seja, precisamos tomar muito líquido.
Se em épocas de calor transpiramos mais para controlar a nossa temperatura, isso significa que perdemos mais água e que precisamos nos hidratar ainda mais. Lembrando que o nosso suor é composto de água e sais, o que faz com que as bebidas isotônicas e água de coco sejam mais bem vindas nessas épocas.

Como o sebo - por incrível que pareça - é uma proteção importante, devemos tratá-lo com cuidado. Para isso basta lembrar que os extremos nunca são bons. Isso quer dizer que não podemos removê-lo totalmente pois ficaremos com uma pele quebradiça, sujeita a rachaduras e entrada de microorganismos indesejáveis em nosso corpo. Em contrapartida, se deixarmos que se acumule, ele pode propiciar o acúmulo de germes na superfície da pele, o que será igualmente nocivo.

Mantendo-a hidratada por dentro e por fora, é preciso protegê-la do SOL!
Dois tipos de raios UV chegam à superfície do planeta e atingem a nossa pele desprotegida: os raios UVA e UVB. Os primeiros provocam a pigmentação (depósito de melanina) na pele, podendo causar manchas. O segundo provoca queimaduras, provocando vermelhidão.


A queimadura, por mais leve que possa parecer, é uma lesão às células da pele, fazendo com que elas fiquem inflamadas, se rompam com facilidade, alterando a função de barreira protetora. Assim, é facilitada a entrada de microorganismos indesejáveis além de facilitar também a perda de líquidos do nosso corpo, podendo levar à desidratação e, em casos mais graves, a choque hipovolêmico.

Para prevenir o câncer de pele, devemos fazer o possível para que esses raios UV não alterem o núcleo das nossas pequenas células. Considerando que os raios estão cada vez mais agressivos, não podemos contar somente com a nossa melanina não. Precisamos usar e abusar do "kit sol".

O efeito do sol é cumulativo, ou seja, vamos ver lá longe os efeitos do sol que tomamos desde criança. E isso não tem volta.

Não basta lembrarmos de cuidar da pele somente no verão!!
Precisamos nos proteger todos os dias, desde sempre, mesmo quando não vamos à praia ou à piscina.

Crie o hábito de passar filtro solar nas áreas não cobertas pela roupa (rosto, pescoço, colo, braços) todos os dias!


Acorde, escove os dentes, lave o rosto e passe o filtro solar. Repita após o almoço.
Isso também vale para os homens, que costumam fingir que não estão ouvindo, viu?!!

Campanha da Sociedade Brasileira de Dermatologia contra o câncer de pele.



Para ver tudo o que foi dito aqui em imagens incríveis, assista o vídeo sugerido abaixo, em 3 partes:




terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Como nosso corpo funciona: as células e o metabolismo

Para entendermos como nosso corpo, nossos órgãos e nossos sistemas funcionam, é preciso entender de quê ele é feito.

Somos feitos de células. Um monte delas. Cada uma com uma função específica, como se nosso corpo fosse uma grande cidade e cada região fosse responsável por um tipo de trabalho com o objetivo de manter a cidade funcionando: uma região recebe a comida, outra o ar para respirar, outra deve descartar o lixo, outras devem - como estradas - distribuir os alimentos  para todos e recolher o lixo de todos, outra deve governar para que todas as funções trabalhem em harmonia, e assim por diante.

Cada comunidade responsável por um trabalho é formada por essas pequenas células, que são os trabalhadores especializados.

Esquema de uma célula
As células são pequenas estruturas vivas que, quando ainda estamos sendo formados, dentro da barriga de nossas mães, vão se especializando de acordo com a região do corpo onde terão que trabalhar. Como ir à universidade.

Esquema retirado da internet que mostra que nosso corpo se inicia com a nossa célula inicial (ovo), que vai se dividindo e se especializando
Para se manterem vivas e com energia para o trabalho duro, as células precisam respirar e receber energia, que vem através dos nutrientes que nós comemos. Dependendo do trabalho que realizam, precisam de nutrientes específicos. Por isso é tão importante termos uma alimentação variada e saudável.
Então, na verdade, nós somos um bolo de células e respiramos e comemos para sustentá-las. Mas são elas que nos mantém vivos e pensantes. Por isso temos que honrar essa responsabilidade. Elas que fazem com que consigamos nos movimentar e pensar.
Se elas não recebem alimentos de boa qualidade e água em abundância, elas ficam capengas e incapazes de realizar um bom trabalho, assim como nós. Se um pequeno grupo dessas pequenas trabalhadoras tem seu trabalho comprometido por algum motivo, nosso corpo sofrerá e poderá morrer.

Essa trabalheira toda que acontece dentro de nós e mantém nosso corpo funcionando é chamada de metabolismo.

Para que o metabolismo ocorra bem, dependemos de uma série de fatores, basicamente:
·         oxigênio, para as células respirarem (entenda mais sobre a respiração)
·         nutrientes, para as células terem energia para um dia cheio de trabalho (entenda mais sobre a digestão)
·         estradas em boas condições, para que o oxigênio e os nutrientes possam chegar sem atrasos e em todas as regiões (entenda mais sobre a circulação)
·         eficiente sistema de coleta de lixo (isso também depende das estradas), para que elas não sejam sufocadas e intoxicadas pelos resíduos tóxicos
·         um governo bem organizado para comandar de forma firme e coerente as comunidades trabalhadoras, sempre pensando no bem estar geral e no bom funcionamento do corpo como um todo
·         um bom sistema de defesa, capaz de conter inimigos invasores e também combater células que venham a se rebelar contra o corpo
Esquema retirado da internet que mostra de forma simples a "cidade" do nosso corpo: a captação e distribuição dos nutrientes e oxigênio para as células trabalhadoras e a coleta dos resíduos do trabalho

Esse blog explicará de forma simples como cada fator desses é importante, o que podemos fazer para ajudar nossas pequenas companheiras e como ocorrem os principais problemas, as doenças. Entendendo isso saberemos que poderemos evitar uma série delas.

Para dúvidas ou sugestões, deixe um comentário abaixo.

Para ver as células em imagens, assista o vídeo sugerido abaixo, clicando nele!


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